Devaneios Musicais

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011



Devaneios Musicais

Ser adolescente é algo que, para muitos, soa como uma incógnita da vida.

Enquanto meros normais vivem na rebeldia da conveniência, eu sigo meus passos nos acordes das letras no meu instrumento.

Costumo dizer que os instrumentos são amigos que consolam o coração e, na composição expressa pelo músico, escorrem lágrimas de tristezas e alegrias.

A música é um ritual que acalma a alma do ser humano e é praxe que ela é a forma de expressão mais exata para gritar ao mundo o que estamos sentindo.

A personalidade e a percepção aguçada através da melodia nos fazem refletir.

Umas trazem cores de alegrias, outras de tristeza, mas a música é dona de trazer a saudade.

Músicas são sinais.

São vitais.

Essenciais.

Rituais.

Faço das canções meus devaneios, minha viagem ao tempo, minha saudade, minha alegria e o meu tudo.

Eu sinto, tu sentes e nós sentimos.

Vivemos nos devaneios dela.

A música é uma dádiva.

Obrigado a todos que passam por aqui e deixam suas considerações.

Mesmo que não comentem, eu me contento com a simples atenção da leitura.

Um abraço a todos!

Rafael Cajado

Texto original aqui no Portal Arte & Cultura : Devaneios Musicais

Em busca do Nada

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Por Rafael Cajado em Ilusão de um Verso

O acaso é amigo do meu coração – Rodrigo Amarante

Em busca do Nada

Pude ver que o sonho era pouco

Que estava sozinho em um silêncio rouco

Que estava louco por não querer ser assim

Me fingir de burro para você sobressair.

«»

Meu amor, nunca diga que sou sua vida

Pois nem da vida eu sei…

Viver é para quem sabe

Sou mais uma vítima do amor

Mas isso não vale…

«»

Acordar para quê?… Se meu sonho é te ter

Dormir para quê?… Se meu ar é você

Morrer para quê?… Se eu quero te amar

Viver para quê?… Se a dor vai me matar

Chorar para quê?… Se meu riso é teu ser

Sorrir para quê?… Se você está longe de mim.

O que me restou? … Nada, sou o mesmo poeta

De terno e gravata esperando a sua chegada

Olhando firmemente pela janela

Sabendo que ela nunca vai chegar

Mas alimentando o amor

Que me faz sonhar.

«»

Pensando na vida, inventando uma saudade

Escutando mentiras, retratando a falsidade

E o palhaço sem maquiagem tendo surtos

De um aquáriano em delírio diário falando coisas

«»

Sobre a vida que qualquer um pode ver em um cardápio

Procurando algo sem saber bem o que é…

As manchetes de jornais escrita por um sensacional da esquina

Resmungando a vida feito solidão de Outono

Vivendo outrora um abandono de quem já foi perdido

«»

Na minha cabeça só existe uma frase: Princesa medieval

Te amo mais que um bobo formal.

Quero gritar, ir para rua dizer minhas fraquezas

Sorrir feito louco, chorar de pouco em pouco

Mandar todo mundo pro inferno…

Desejar um futuro melhor e mais perto

«»

Dizer coisas sobre a vida…Calado sem sono

Na mesma tirania dividida…

Escutando notíciasque já passaram…

Escrevendo loucuras do meu passado…

E no fim, querendo que todo mundo tenha

Um final feliz.

Rafael Cajado

Dedico essa música ao amigo Cláudio Henrique que viveu como nunca e partiu deixando o legado de viver a vida como se fosse o último dia,porém feliz!

Á você amigo,a dor da saudade, e na memória apenas felicidade.

Até mais.




Postagem original no Portal Arte & Cultura na coluna "Ilusão de um verso"

Clique Aqui »» Em busca do Nada

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