Por Suzana Martins e Rafael Cajado
A música toca no player. A luz apagada, a chuva despencando lá fora entre as gotas de saudade e algumas lágrimas que encontram o passado e brincam com o presente... Algumas outras fumaças que se misturam a canção, algumas outras vozes encontrando o coração. Um chá, um cigarro, uma música e tanta saudade acumulada brincando de contrabaixo, de sons e toques de amizade... A canção vai descrevendo momentos que aconteceram do outro lado da saudade, e em algum lugar um pretérito cantando as grandes recordações de um tempo privilegiado. E nesse lado, nesse tempo, presente inexplicável, porém perceptível...
Tudo isso descende de uma velha lembrança, que guardamos em um velho coração de criança. Lembranças que se mistura com o cair da noite, esperando o levantar do sol que vem a nascer e morrer no único dia... E sigo, recordando a saudade sentida num fone e num microfone de risadas, de lágrimas... Enfim, assim levando o prazer e deixando a emoção vir à tona por uma única canção, da qual se torna uma máquina do tempo nos transportando para o passado e o presente de um consolo ainda ausente.





